Homens e animais – Alguns pontos de consideração.

Há animais de estimação com mais sorte que os homens pois, ao contrário destes últimos, ainda há quem os mime sem exigirem novas habilidades, aceitando-os tal qual são…Não há constrangimento por parte do animal, ao que se sabe, em mimar o dono. Ele é puro, ao contrário do homem que, por muito que se esforce, nunca é visto como alguém que possa ter algum grau de pureza no sentimento…mesmo que o tenha.

Há ainda homens que são autênticos animais. Bestas puras. Mas esses eu excluo pois não são comparáveis. O inverso (animais que parecem homens) é também excluído, embora eu saiba que estes existem e parecem entender melhor as pessoas que certas pessoas que eu conheço…mas seguindo em frente para não me dispersar.

Existem ainda, para esta história, os animais que, mimados, se viram aos homens. Ingratos, dizem uns. Mimados, dizem outros. Mas o mimo nunca é demais, digo eu. Os homens que se viram aos animais são frustrados. Provavelmente porque não o podem fazer a outros, fazem-no ao animal. Desgraçado.

Um outro caso mais raro é o caso de animais que, apesar da fidelidade que têm, se cansam de não lhes ligarem nenhuma e chamam a atenção aos homens, por vezes da pior maneira possivel. O homem dá-lhe mimo apenas para que ele se cale. O animal serena…e o homem volta a dar desprezo. Até ao proximo ataque do cão. Aqui há algumas semelhanças com certas relações humanas, onde um apenas mima o outro no sentido de o tentar acalmar e depois volta ao desprezo, à banalidade, à boçalidade, às zonas cinzentas e aos segredos. Enfim.

Eu insisto na ideia do primeiro paragrafo: Há animais de estimação com mais sorte que os homens pois, ao contrário destes últimos, ainda há quem os mime sem exigirem novas habilidades, aceitando-os tal qual são… Abençoados animais. Não sabem a sorte que têm…

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Sexta-feira, 10 Junho, 2011 at 07:52 Deixe um comentário

De que vale?

De que vale o amor

Quando do outro apenas vem dor?

 

Dedicação para quê

Quando do outro nada se vê…

 

Paciência é virtude

Quando o outro é rude?

 

É isto a compreensão a rodos…

Ou cegueira aos molhos?

 

Confesso que já não sei.

Confuso estou e assim continuarei.

Contudo vou trilhando o meu caminho na esperança de um amanhã melhor.

Segunda-feira, 6 Junho, 2011 at 00:02 Deixe um comentário

Basta, estou farto.

Basta.

Estou farto.

Estou farto de dar.

Estou farto de dar a todos tudo o que posso e o que precisam.

Estou farto de dar a todos tudo o que posso e o que precisam e não receber.

Contudo, não sei viver de outra forma.

Se alguém não está bem, eu ajudo.

Se alguém precisa, eu estou lá.

Se alguém chora, eu limpo.

Se alguém quer falar, eu oiço.

Se estão tristes, procuro dar alegria.

Se estão sozinhos, procuro ser companhia.

Se estão desorientados, procuro orientar.

E ninguém me ouve em cobrança ou lembrete, chatice ou ralhete.

Estou cansado.

Cansado de ouvir.

Cansado de falar.

Cansado de tudo dar. E de nada receber.

Estou esgotado.

Contudo, não sei viver de outra forma.

Não sei viver sem dar. Toda a minha vida assim foi.

 

O que mais me custa é ver cada vez mais egoísmo disfarçado de independência fandanga. E a ter de a engolir alegremente, qual Sócrates e a sua cicuta.

Sábado, 4 Junho, 2011 at 11:47 Deixe um comentário

Pedido de desculpa a todos…

A todos os meus amigos e conhecidos, as minhas desculpas. Sim. A todos devo um pedido de desculpas, uma explicação. Sem excepção. Tenho sido muito ausente (nome bonito) nestes últimos setecentos e trinta dias. Mais ou menos. Para alguns até há mais tempo. Poderia desculpar-me com as vicissitudes da vida. Não estaria a ser correcto. Nem tudo pode ser desculpado por isto. A verdade é que não tenho andado muito bom. Já vejo alguns a dizer “ah e tal ele nunca bateu bem das ideias, qual é a novidade?”. Pois…a novidade é que neste momento eu estou a pedir desculpa pela minha invisibilidade. Quer dizer, eu estou por aqui, sabem que se precisarem, estou à distância de um telefonema, uma mensagem, um post de facebook, um IM de second life, sinais de fumo, pombos correio e outros métodos menos convencionais.

Mas o facto é que não estou muito bom. Nestes últimos, vá, novecentos dias, muita coisa que constituía o meu mundo, o meu lado da barricada, sumiu, qual varrido do mapa pela inexorabilidade dos tempos. A maior referência da minha vida, que me acompanhou desde o berço, desapareceu, sucumbindo à força maior de uma doença que ganha sempre, não interessando as voltas que se tente dar; o local onde dediquei catorze anos da minha vida, onde fiz amizades (e onde não deixei saudades nenhumas, ao que consta) simplesmente desapareceu; coisas a que me dediquei de alma e coração (independentemente do jeito que tivesse para tal) foram ficando para trás, ficando um vazio por preencher e a saudade, palavra tipicamente tuga. E como tal fiquei refém. Refém de um passado que não existe mais. Os meus amigos, os meus conhecidos começaram a tornar-se marcas desse passado que doía por não existir mais…Não me olvido de nenhum. Contudo, este vazio torna-se cada vez maior. O passado, que me deu já muitas alegrias, neste momento torna-se a única coisa que me apoia e, simultaneamente, me magoa. Pois nada mais me resta a não ser o vazio.

Tenho razões para estar feliz: tenho uma mulher que amo, um filho lindo, um emprego estável (que posso não apreciar particularmente mas tenho…até ver), a nível material poderia aspirar a um pouco mais…mas tenho tudo o que preciso. Contudo, esta mágoa, este vazio que sinto, mata-me aos poucos. Já fui mais feliz. Este meu isolamento deve-se sobretudo a isso mesmo. Ao facto de me sentir infeliz. Mas quem me conhece sabe que não gosto de estar só. Preciso de todos. Amigos. Conhecidos. Não me isolo porque não gosto de vocês…isolo-me por não estar bem. Por não sentir que seja boa companhia…e por não gostar de fazer as coisas sozinho.

Não estou a passar um bom bocado. A criatividade meteu férias…fugiu de braço dado com a imaginação para um lugar longínquo e não disse onde era. Em seu lugar ficou o escuro. O oco. O vazio. O deserto. E cada vez mais me assusta o facto de não encontrar nada que me desperte tudo isso de novo. Estarei a tornar-me um gajo mais chato do que já era? Mais rabugento? Será isto a que chamam amargar?

 

Muito ainda ficou por dizer…mas agradeço a todos os que ainda se lembram.

Sexta-feira, 3 Junho, 2011 at 15:32 Deixe um comentário

Boca do Inferno,by RAP

Ricardo Araújo Pereira (O Gato Fedorento que provavelmente será o mais incómodo dos 4) em artigo na Visão. Cada vez mais gosto de o ler…e não se imagina porque será… 

Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto – é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador. (in Visão)

Sexta-feira, 22 Outubro, 2010 at 13:12 Deixe um comentário

Perspectiva muito curiosa…

Fiz uma pequena pausa no compêndio para publicar aqui uma perspectiva diferente sobre os nossos salários, que recebi por email. Gostaria de poder ouvir a vossa opinião sobre o assunto. Pessoalmente estou chocado com o que li, mas também se calhar é porque estive muitos anos enganado…

Já alguma vez analisaram esta perspectiva?

Os ingleses pagam à semana e, claro, administrativamente é uma seca! Mas… diz-se que há sempre uma razão para as coisas! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constrói mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar!

Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias…

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês.
Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira. Perguntarão porquê. E eu respondo:  Porque o 13º mês não existe! Surpresos? Também eu. Contudo,o 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
 
Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar quem trabalha.

Suponhamos que ganhas € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses,  recebes um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses. Matematicamente:

€ 700*12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar o conhecido 13º mês. Matematicamente teremos:

€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00

 

Como resultado final teremos:

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)

E a malta feliz com o patrão por receber o dito.
Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo:
Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)

Ora, o ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 que é o salário semanal por 52 que é o número de semanas anuais vamos obter… € 9.100,00.

€ 700,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês

Surpresa, surpresa? Onde está portanto o 13º Mês?
 
A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas. No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador. Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Não existe nenhum 13º mês. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual

Sexta-feira, 15 Outubro, 2010 at 13:47 Deixe um comentário

Um compêndio muito especial…

A pedido de varias pessoas reedito aqui um pequeno compêndio de Português – ArsenalistA. Tinha-o guardado nos confins do meu velho PC e descobri que já o tinha publicado há um par de anos. O Arsenal do Alfeite (até 31 de Agosto de 2009 era chamado assim, depois passou a Arsenal do Alfeite,S.A.) era aquilo que eu descrevia como um “micro cosmos” onde nada era como nas chamadas empresas normais, ou no funcionalismo publico. Passando o mítico portão vindos da Praça de Comando era como se entrássemos noutra dimensão. Literalmente. Apesar de todos os defeitos que lhe pudessem imputar, o AA era uma “empresa familiar” com 1200 almas (no dia em que saí). Muita gente que de lá saiu, ficou com as chamadas sAudAdes (escritas assim mesmo)…e mesmo quem ficou sente que o velho AA foi ferido de morte. Mas a vida continua e quem manda entendeu que o novo rumo do Arsenal do Alfeite deveria ser o que está a ser seguido neste momento. Esperemos que se sare a ferida aberta por tão grande mudança e que o Arsenal do Alfeite continue a servir dignamente a Marinha e o País.

No Arsenal do Alfeite, tendo em conta a especificidade da área onde se encontra e a mescla de originários de outras localidades do país, criou-se uma série de expressões apenas ao alcance dos que ali trabalham ou já por lá passaram, autênticas pérolas para quem está de fora desta realidade, como aliás poderão constatar:

 

Abre o ar (sabes alguma coisa, ~) – Expressão que significa “conta lá”.

Agarrou (o gajo ~) – Diz-se daquele que prolonga o fim de semana, não aparecendo para trabalhar na 2ª feira.

Alguém quer este? – Expressão usada nos balneários, referindo-se aos chuveiros. Estes eram poucos e como tal lançava-se a pergunta para o ar. Contudo havia malícia no falar e por vezes a expressão era acompanhada por um afagar malicioso…
Amaricano (Olá…um ~ aqui?) – Dito assim mesmo, é o nome dado a alguém que é estranho aos locais, normalmente aos operários do privado, os empreiteiros. Muito usada para se referir a estranhos ao serviço ou mesmo no refeitório.
Amnistia (Já veio a ~) – Diz-se no início do ano, quando se tem novamente dias de férias para gozar. No antigo AA, os funcionários tinham uma bolsa de horas também conhecida como força maior (64 horas e 48 minutos) para pequenos atrasos, saídas mais cedo e compromissos que não dessem justificação legalmente aceite na casa (como uma ida ao dentista) que era controlada pelo próprio.
Azedo (um picozito/piquinho a ~)– O mesmo que homossexual.

Bolinha (já saiu mais uma ~ !)– Expressão usada para dizer que havia mais um operário enganado pela mulher.Essas noticias eram rápidas a chegar e normalmente o pessoal era impiedoso, exceptuando apenas os que já tinham passado pelo mesmo.  Esta expressão entretanto caíu em desuso.
Borrego
– Ver cabranázio.
Broche [alfinete de peito ou camafeu] (Só me calham é ~s) – Diz-se isto de um trabalho bastante complexo e de difícil execução. Expressão usada para expressar o desagrado pela obra que tinha em mãos.
Bufo – Ver chibo.

Cabra – O mesmo que cadela, piela.
Cabranázio – Eufemismo para cabrão (nome mais chamado entre Arsenalistas quem qualquer conotação ou maldade).
Camarada – Colega de trabalho (sem qualquer conotação partidária. Também é usada entre marinheiros, e até a sua adopção na terminologia da casa foi um pulinho)
Cascos– Nome para pés.
Chanfra – Diminutivo de “chanfrado”; maluco.
Chibo – Delator, queixinhas. Regra geral, queixam-se dos colegas ao chefe.
Chispes – Ver cascos.
Com a cabeça! (Dá-lhe ~) – Esta frase é usada quando alguém bate ou esmurra algo sem razão aparente.

Cravar-se nele como gente grande. – Frase usada para descrever o sermão que esperava aquele que tinha feito asneira da grossa, normalmente dado pelo chefe directo.
Deves andar desconfiado… – Dito ao operário que sai mais cedo por sistema; Havia a insinuação de que este saia mais cedo pois desconfiava que a mulher o andava a enganar com outro.
Empilha campinos – O mesmo que Toiro.
Encostar ás tábuas – Expressão tauromáquica usada para definir o não fazer rigorosamente nada.
Engraxador – Bajulador.
Espanta campinos – Ver empilha campinos.
Estraga-a-máquina – Operário que tem o dom de Midas, mas ao contrário, isto é, onde toca, estraga!
Estraga-a-música – Aquele que tem a mania que canta bem mas que só desafina; usada também para quem faz muito barulho no local de trabalho.

Estrangeiro – Ver amaricano.
Faz-barulho – Operário que fala muito alto.
Fazer como manda a cartilha (ou sapatilha) – Executar um trabalho com grande aprumo e zelo, seguindo as regras predefinidas para o fazer.
Gaivota
– Nome dado a quem tudo faz jeito lá em casa e, como tal, tenta arranjar forma de o levar.
Gancharia – Ver gancho.
Gancho (fazer ~) – Trabalho feito em proveito próprio utilizando material da casa, biscate.
Incha – Ver pingarola.  Esta expressão é “alongada”, isto é, prolonga-se a sonoridade da primeira e da última sílabas de forma a soar como “iiiinchaaaa”.
Ir ao beija-mão – Pedir um favor a um chefe, regra geral para se “limpar” de algo ou apenas para “engraxar”.

Levar uma f*** á tua conta. – Expressão usada quando um operário arcava com as culpas de uma situação não provocada por ele.
Loba – Nome dado á mulher/namorada/amiga mais jeitosa.
Má vizinhança – Operário que faz muito barulho ou muito lixo com a ferramenta ou a desempenhar a sua função.
Maçaneta – O braço direito do chefe.
Mala (ou ~ desarrumada) – maluco; pessoa não muito certo das ideias.
Malete – Ver mala;
Marginal
– O mesmo que pinante.
Mexicano (ou balachon) – Diz-se daquele que não toma banho todos os dias no fim do trabalho; não cuida da sua higiene pessoal.

Moinante – Expressão da qual derivou pinante, com o mesmo significado desta.
O bacalhau estava salgado– Expressão usada quando, por beber demais, se fica com a boca seca e, como tal, bebe muita água.
Obra – Qualquer mulher minimamente apetecível que passe no raio de visão.
Padrinho – Protector, regra geral num cargo de chefia com poder de decisão. Nome dado também ao funcionário que ensinava o oficio ao outro, nos inícios do AA.
Panta – Mentira, mentiroso.
Pantomineiro – Mentiroso, aldrabão.
Pára-quedista – Expressão mais usada no refeitório. Definia um elemento estranho á mesa, sendo secundado por um olhar para o tecto, como que em busca de um buraco.

Uma passagenzinha (ou toque) a ganhar – Frase mais usada no balneário, era dita quando 2 operários passavam muito perto um do outro, quase se roçando, ou quando, sem maldade, um deles lhe passava a mão pelo macaco começando pelas costas e só parando no rabo, insinuando que eles até gostavam disso.
Passarinhar
– Deambular, passear durante a hora de trabalho.
Pega às dez
– Aquele que não chega a horas, que se atrasa.
Penalti – Diz-se quando se tropeça em algo.
Pinante – Aquele que constantemente chega atrasado ou não vai trabalhar por qualquer motivo, ou ainda por sair constantemente mais cedo, evitando desta forma trabalhar.
Pincel– Ver broche.

Pingarola – Diz-se daquele que bebe demais.
Pisar a relva – Nome dado a manifestações, normalmente espontâneas, de descontentamento em frente ao edifício da Administração.
Pôr muita manteiga no pão – Usada para expressar o descontentamento em relação ao abuso de confiança.
Preto da Casa Africana (Carregado como o ~)
– Diz-se quando se vai excessivamente carregado com ferramentas ou material para trabalhar.

Sentar o cu no mocho – Ser chamado á responsabilidade por um dirigente.
Ser chamado á pedra – Ver Sentar o cú no mocho.
Serão á Magalhães – Trabalhar horas extra de borla. Deve este nome a um operário que, por esse motivo, ficou imortalizado nesta expressão. É, regra geral, dito a título depreciativo.
Sota – Ver maçaneta.
Sucateiro – Aquele que trabalha mal ou não sabe trabalhar; operário que constantemente viola as regras do bom trabalho, usando mais o desenrasca em detrimento deste; aquele que só guarda sucata.
Unha Rachada – Toiro;
Unhas– Ver cascos.

Vai falar com o teu amigo! – Dito com uma conotação negativa, significa ir falar com alguém que não é muito apreciado, normalmente seria um chefe directo.
Vais carregado! – Expressão que significa “estar bêbado”.

Viesses para cá quando eu vim! – Manifestação de antiguidade dos mais antigos, em regra, quando os mais novos se queixam do excesso de trabalho para eles e da mingua para os outros.

E, como em todo o lado, também se desenvolveu um vernáculo próprio…

E fulano de tal é um homem… [uuuuui!]
Tu é que fazes bem… [b*****!]
Ele é que a leva direita… [na p****!] (entre parenteses rectos: resposta do publico presente)
Alguém aqui me ajuda a endireitar isto? (ou a por isto de pé?)
Põe mas é as mãos no chão!
Cabrão é o marido da tua mulher!

Teu filho não, filho da tua mulher…Recebes é o abono da criança e ainda gozas os dias de férias!
Azar, azar é cair de costas e partir o c******.

 

Agradeço a quem souber de mais ou vir alguma imprecisão, estejam á vontade para me dizer para que se possa alterar e acrescentar.

Domingo, 10 Outubro, 2010 at 21:56 4 comentários

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