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“E pur si muove!” ou o novo despertar.

Regresso ao meu blog, ao fim de largos meses de silêncio… Confesso que neste espaço de tempo muita coisa me passou pela cabeça. Muitas delas eram más. Tive alguns momentos de demência pura e hoje vejo isso. O tempo é de facto algo que cura. Mas não faz esquecer.
Durante estes 7 longos meses, senti-me a bater no fundo. Em todos os aspectos. Não foi por falta de amigos. Tive-os. E mesmo aqueles com os quais não falo há longos meses estão comigo. Não me esqueço de vocês. Realçar uns e não outros seria má onda da minha parte. Todos contribuíram para o meu “regresso” ao mundo dos vivos. E agradeço-vos do fundo do coração.
Ainda não voltei a 100%…tenho neste momento uma âncora que me puxa para o fundo, uma âncora que deveria ser de felicidade mas que neste momento, e por não conseguir dissociar um do outro, apenas me faz sofrer e me tira noites de sono.
Nestes sete meses, sofri desilusões de certas pessoas pelas quais tinha imensa consideração. Recebi apoio de onde menos esperava.
Admito: cometo o grave erro de pensar que todos fariam por mim o mesmo que faria por eles…e por isso bati no fundo em toda a linha.
Nestes sete longos meses, conheci outras pessoas. Vi algumas realidades piores que a minha. E dei por mim a tentar ajudar quem, como eu, teve de procurar um novo rumo. Forçado.
Nestes sete meses, admito que não fui infeliz nos últimos quatro. Procurei novas actividades. Novas pessoas. Novas ideias. Novas maneiras de ser feliz. Contudo, apenas reciclei uma actividade (voltei a dançar, desta feita com a Isabel Benito. Gabo-lhe a paciência para me aturar as frescuras…), reciclei amigos (decidi dar hipóteses a pessoas com quem pouco falava ou já não falava há anos), ideias novas assustam-me e sim, neste momento há alguma realização pessoal no que toca a ser feliz.
Não mudo quem sou. Mas não voltarei a ser o que fui nos últimos 8 anos. Garantidamente.

Obrigado a tod@s.

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Quarta-feira, 11 Abril, 2012 at 18:14 Deixe um comentário

Despertar

Despertei deste sono profundo, letárgico
Desta dormência mental que me agrilhoou
Prendeu e aprisionou
Por tempos infinitos
Um inicio feliz e realizado
Embora aquém do desejado
O pesadelo assume-se e toma proporções impensáveis
Insuportável tirania consentida
Injusta, infame
Ingrata que tiraniza e despreza.
Tombando ao inferno da consciência sem saber
O porque de ali estar
Buscando respostas que ninguém quer dar
Do vazio surge uma aura alva e casta, que ilumina e envolve
Pacifica e cura, protege e guia,
Remissória de desvirtudes.

Acordo para a alvorada
A crueza permanece
Ao largo, a quimera voa alto
Observando, quem sabe esperando
A melhor altura para aterrar.
E digo: que aterre.

Sábado, 17 Setembro, 2011 at 08:53 Deixe um comentário

Sonho

Deitados num singelo leito
Descansam a quimera e o sonhador
Lado a lado
Encaixando harmoniosos
Corpo com corpo

O sonhador envolve a quimera com seus longos braços
Guardando-a para si perto da sua alma
A quimera, envolta em apertada trama,
Aperta ainda mais, não querendo dali sair,
Prolongando
Alongando
Dilatando
Eternizando aquele gesto.

Unos na diversidade, pares no sofrimento
Longos minutos se passam
Um longo enternecimento os envolve
Num acto puro e limpo de pecado
Sombras negras ao largo ficam impedidas de se chegar.

Mesmo sendo uma quimera,
O sonhador deleita-se.
É preferível ao vazio que tornou
Insuportável o silêncio que o rodeia.

Quinta-feira, 15 Setembro, 2011 at 00:22 Deixe um comentário

Quimera

Hoje acordei apaixonado
Por ti, sim.
Não por aquela que traça e oblitera
Parte e arrasa
Ignora e atropela.
Mas por ti. Sim, tu.
A que me pacifica a tormenta que vai no espírito
Com o olhar puro
A que me cura lentamente a alma
Com o sorriso sincero
A que me cativa e conquista sem resistência
Com a simplicidade das coisas.
No meio da desolação e da terra queimada
Fogo e gelo em que se tornou a minha existência,
Surges qual ponto de luz de uma esperança feliz.

Contudo, não passas de uma quimera,
A minha quimera
Sigo-a contudo, consciente da sua ilusão.
Consciente de que é melhor esta quimera feliz
Que uma realidade que apenas me soube ferir e contundir,
Sangrar e ignorar, moldar à sua vontade e excluir quando não gosta.

Esta realidade apenas sabe magoar
Ignorando que um dia também teve a sua quimera,
A sua Fénix.
Como tal, usa e descarta como se de um peso morto se tratasse.
Não serve, apaga. Como uma borracha por cima de um erro.

Gostaria de acreditar que há volta a dar
Mas dói demais quando do outro lado
Não jogam limpo, atirando areia para os olhos.
Tentando cegar, iludir, para ganhar sabe-se lá o quê.

Por isso quimera…leva-me nas tuas asas.
Na tua ilusão.
Eu mereço ser feliz. Mereço que estes grilhões se partam desta realidade.
Mesmo que sejas uma quimera.

Domingo, 11 Setembro, 2011 at 10:46 1 comentário

E a escuridão abate-se…

Deu o estoiro.

Rebentou.

Ardeu.

Kaput.

Finito.

Acabou.

Deu o peido mestre.

O último estertor.

A extrema-unção.

 

 

Jaz agora sem vida algo que se arrastava nestes últimos (larguíssimos) meses. Nos últimos tempos sofria de cegueira, surdez avançada, delírios. Ligado a uma máquina, esta mantinha-o vivo. A esperança era a última a morrer…mas neste caso foi a primeira a entrar em coma e assim se mantinha. Há demasiado tempo. Desligou-se o painel. Será que demora muito a finar-se de vez? Ou haverá ainda algo que o faça viver? Infelizmente não depende que quem jaz inerte mas sim de quem o queira erguer…e até ver, há quem o queira apenas ver assim como está. Frio. Duro. Sem vida. E sem saudade.

Para quem jaz inerte fica uma estranha sensação de liberdade. Liberdade? Não pode ser livre aquele que não a pode desfrutar…ou pode?

Sexta-feira, 17 Junho, 2011 at 01:09 Deixe um comentário

Absorvencias…

Dei-me ao trabalho de ver o que queria dizer a palavra absorvente…e não podia ter ficado mais esclarecido…(obrigado Wikipédia).

Adjectivo

ab.sor.ven.te dois géneros

  1. que absorve.
  2. (S. fig.) que atrai e cativa.
    • Uma história absorvente.
  3. (S. fig.) que impressiona vivamente o espírito, que chama a atenção.
    • Trabalho absorvente.
  4. (S. fig.) que tem a capacidade de dominar com exclusivismo, que monopoliza.
    • Era uma paixão absorvente.

Adjectivo e Substantivo

ab.sor.ven.te (adjectivo) dois géneros / (substantivo) masculino

  1. (Fisioquímica) diz-se de ou meio em cujo interior se dá a absorção; absorvedor.
    • A magnésia é uma substância absorvente.
    • Potássio é um absorvente.

Substantivo

ab.sor.ven.te masculino

  1. o que absorve.

Tenho essa propriedade, está visto. Pelo menos segundo análise de pessoa entendida no assunto, talvez também por ela, a pessoa em questão, o ser e nunca ter ouvido semelhante dislate de ninguém, tendo beneficiado da complacência de quem o rodeia. Afirma-o peremptoriamente. Jura a pés juntos. Provavelmente fui comparado ao Potássio. Talvez pelo soar parecido com o meu nome….ou então com o elemento absorvente da multiplicação, o zero. Mas não me parece que fosse descer tão baixo assim…penso.

Fico com a sensação, porém, que o absorvente com o qual fui rotulado tem a haver com um brasileirismo da nossa língua (tão em voga com a porcaria do Acordo Ortográfico que passou a considerar o Português do Brasil como língua oficial em vez do Português de Portugal): o absorvente higiénico. De facto, tem razão. Ao que parece não passo de um absorvente. Cada vez mais cheio. E descartável.

Quarta-feira, 15 Junho, 2011 at 08:37 Deixe um comentário

Derrame mental (Larghissimo ma non troppo)

Sempre fui assim. Recto. Frontal. Desagradável. Com noção de verticalidade. Com a consciência limpa. Quando me deitava ouvia uma voz dentro de mim: “Não deves nada a ninguém. Seja dinheiro, valores ou ideias”. Uma educação salazarista que sempre contestei (mas que hoje vejo que apenas está desfasada nos valores, que não existem na nossa sociedade) que me foi incutida por quem sempre me apoiou, mesmo quando descobriu que as minhas ideias eram muito diferentes das dela, tendo feito frente a outras pessoas, desenterrando velhos machados de guerra, lançando olhares tão trucidantes como a mais afiada das facas, apenas para me defender. Esses valores que ela me incutiu, estão cá. A ela devo isso. E nem todos os dias da minha vida seriam suficientes para lhe agradecer tudo o que ela por mim fez. E de que me valeram estes valores? Tirando o facto de me tornarem claramente frustado em variadas frentes, pouco me valeram… talvez apenas perante meia dúzia de pessoas terei algum valor. Pouco mais de residual…mas sempre é melhor que não ter qualquer valor.

Mais de uma década de dedicação a uma Casa, com uma postura rígida e claramente vertical, valeu-me uma carreira tristemente horizontal. A defesa de causas comuns a todos apenas me cobriu de ridículo por ser o único que claramente punha o colectivo à frente do individual, além de me tornar um elemento incómodo para quem me rodeava e pretendia a todos os níveis aparecer, custasse o que custasse. Nem que fosse a amizade cimentada durante anos. Para alguns, terei sido um excelente escadote para os seus fins. Outros ter-me-ão visto como o palhaço que, tendo mais valor pessoal  que eles, acreditava no sistema. Nos valores. E agradeceram o facto de ser tão tanso ao ponto de acreditar que esse mesmo sistema funcionava…O facto de ver pessoas tratadas como números é-me doloroso. Ser tratado como se fosse apenas mais um para a estatística deixa-me frustrado. Não sou diferente dos outros, mas penso de forma diferente…e como tal acho que me devem respeitar como sou. Assim com devem respeitar os outros…e não respeitam. Uma vez mais, frustrado pelo facto de nada poder fazer contra isso.

De miúdo pensei em singrar nas águas pantanosas da politica. De facto, gostava de ver a Assembleia da República e considerava os nossos deputados pessoas integras, inteligentes e que faziam o melhor pelo nosso Pais. O tempo desenganou-me mas acredito que nem todos sejam maus…são é cada vez mais deputados ruins que afastam os competentes. Como em tudo da nossa sociedade o mediocre impera…e é aplaudido de pé. Mas adiante. O facto de não ter escolhido um dos partidos do arco do poder apenas me trouxe dores de cabeça. Incluindo o facto de ver pessoas que julguei exemplos mudarem de lado da barricada com uma facilidade fantástica, provavelmente devido à sua subida maleabilidade dorsal (e à falta de carácter). Já pensei em integrar um dos partidos do poder como militante de base. Mas teria de pedir desculpa a meu filho se um dia ele me questionasse sobre esse meu passado tão poluto quando quero que ele veja que o pai defende valores como a honestidade, a frontalidade e a franqueza. Uma vez mais frustrado por não fazer algo que me daria um gozo enorme fazer.

Ainda para fim de peça…o facto de não conseguir pensar apenas em mim mas no colectivo (sejam eles 100 ou apenas 2) torna-me tremendamente frágil, apesar deste aspecto robusto e bonacheirão. E é essa falha que me desgasta, me magoa, me dilacera. E não ajuda nada na conjuntura actual. Há quem sugira a minha ida a um psicólogo…e considero fortemente essa hipótese. A bem da nação. E ao contrário do que julgam certas pessoas, não escrevo este post de casquinha na cabeça. Simplesmente estou farto de não ser levado a sério. Nunca.

Nota de rodapé: Para quem desconhece a expressão no título fica aqui a referência 


Terça-feira, 14 Junho, 2011 at 17:08 Deixe um comentário

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