Archive for Setembro, 2011

Despertar

Despertei deste sono profundo, letárgico
Desta dormência mental que me agrilhoou
Prendeu e aprisionou
Por tempos infinitos
Um inicio feliz e realizado
Embora aquém do desejado
O pesadelo assume-se e toma proporções impensáveis
Insuportável tirania consentida
Injusta, infame
Ingrata que tiraniza e despreza.
Tombando ao inferno da consciência sem saber
O porque de ali estar
Buscando respostas que ninguém quer dar
Do vazio surge uma aura alva e casta, que ilumina e envolve
Pacifica e cura, protege e guia,
Remissória de desvirtudes.

Acordo para a alvorada
A crueza permanece
Ao largo, a quimera voa alto
Observando, quem sabe esperando
A melhor altura para aterrar.
E digo: que aterre.

Sábado, 17 Setembro, 2011 at 08:53 Deixe um comentário

Sonho

Deitados num singelo leito
Descansam a quimera e o sonhador
Lado a lado
Encaixando harmoniosos
Corpo com corpo

O sonhador envolve a quimera com seus longos braços
Guardando-a para si perto da sua alma
A quimera, envolta em apertada trama,
Aperta ainda mais, não querendo dali sair,
Prolongando
Alongando
Dilatando
Eternizando aquele gesto.

Unos na diversidade, pares no sofrimento
Longos minutos se passam
Um longo enternecimento os envolve
Num acto puro e limpo de pecado
Sombras negras ao largo ficam impedidas de se chegar.

Mesmo sendo uma quimera,
O sonhador deleita-se.
É preferível ao vazio que tornou
Insuportável o silêncio que o rodeia.

Quinta-feira, 15 Setembro, 2011 at 00:22 Deixe um comentário

Quimera

Hoje acordei apaixonado
Por ti, sim.
Não por aquela que traça e oblitera
Parte e arrasa
Ignora e atropela.
Mas por ti. Sim, tu.
A que me pacifica a tormenta que vai no espírito
Com o olhar puro
A que me cura lentamente a alma
Com o sorriso sincero
A que me cativa e conquista sem resistência
Com a simplicidade das coisas.
No meio da desolação e da terra queimada
Fogo e gelo em que se tornou a minha existência,
Surges qual ponto de luz de uma esperança feliz.

Contudo, não passas de uma quimera,
A minha quimera
Sigo-a contudo, consciente da sua ilusão.
Consciente de que é melhor esta quimera feliz
Que uma realidade que apenas me soube ferir e contundir,
Sangrar e ignorar, moldar à sua vontade e excluir quando não gosta.

Esta realidade apenas sabe magoar
Ignorando que um dia também teve a sua quimera,
A sua Fénix.
Como tal, usa e descarta como se de um peso morto se tratasse.
Não serve, apaga. Como uma borracha por cima de um erro.

Gostaria de acreditar que há volta a dar
Mas dói demais quando do outro lado
Não jogam limpo, atirando areia para os olhos.
Tentando cegar, iludir, para ganhar sabe-se lá o quê.

Por isso quimera…leva-me nas tuas asas.
Na tua ilusão.
Eu mereço ser feliz. Mereço que estes grilhões se partam desta realidade.
Mesmo que sejas uma quimera.

Domingo, 11 Setembro, 2011 at 10:46 1 comentário


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