E a escuridão abate-se…
Sexta-feira, 17 Junho, 2011 at 01:09 Deixe o seu comentário
Deu o estoiro.
Rebentou.
Ardeu.
Kaput.
Finito.
Acabou.
Deu o peido mestre.
O último estertor.
A extrema-unção.
Jaz agora sem vida algo que se arrastava nestes últimos (larguíssimos) meses. Nos últimos tempos sofria de cegueira, surdez avançada, delírios. Ligado a uma máquina, esta mantinha-o vivo. A esperança era a última a morrer…mas neste caso foi a primeira a entrar em coma e assim se mantinha. Há demasiado tempo. Desligou-se o painel. Será que demora muito a finar-se de vez? Ou haverá ainda algo que o faça viver? Infelizmente não depende que quem jaz inerte mas sim de quem o queira erguer…e até ver, há quem o queira apenas ver assim como está. Frio. Duro. Sem vida. E sem saudade.
Para quem jaz inerte fica uma estranha sensação de liberdade. Liberdade? Não pode ser livre aquele que não a pode desfrutar…ou pode?
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