Archive for Junho, 2011

E a escuridão abate-se…

Deu o estoiro.

Rebentou.

Ardeu.

Kaput.

Finito.

Acabou.

Deu o peido mestre.

O último estertor.

A extrema-unção.

 

 

Jaz agora sem vida algo que se arrastava nestes últimos (larguíssimos) meses. Nos últimos tempos sofria de cegueira, surdez avançada, delírios. Ligado a uma máquina, esta mantinha-o vivo. A esperança era a última a morrer…mas neste caso foi a primeira a entrar em coma e assim se mantinha. Há demasiado tempo. Desligou-se o painel. Será que demora muito a finar-se de vez? Ou haverá ainda algo que o faça viver? Infelizmente não depende que quem jaz inerte mas sim de quem o queira erguer…e até ver, há quem o queira apenas ver assim como está. Frio. Duro. Sem vida. E sem saudade.

Para quem jaz inerte fica uma estranha sensação de liberdade. Liberdade? Não pode ser livre aquele que não a pode desfrutar…ou pode?

Sexta-feira, 17 Junho, 2011 at 01:09 Deixe o seu comentário

Absorvencias…

Dei-me ao trabalho de ver o que queria dizer a palavra absorvente…e não podia ter ficado mais esclarecido…(obrigado Wikipédia).

Adjectivo

ab.sor.ven.te dois géneros

  1. que absorve.
  2. (S. fig.) que atrai e cativa.
    • Uma história absorvente.
  3. (S. fig.) que impressiona vivamente o espírito, que chama a atenção.
    • Trabalho absorvente.
  4. (S. fig.) que tem a capacidade de dominar com exclusivismo, que monopoliza.
    • Era uma paixão absorvente.

Adjectivo e Substantivo

ab.sor.ven.te (adjectivo) dois géneros / (substantivo) masculino

  1. (Fisioquímica) diz-se de ou meio em cujo interior se dá a absorção; absorvedor.
    • A magnésia é uma substância absorvente.
    • Potássio é um absorvente.

Substantivo

ab.sor.ven.te masculino

  1. o que absorve.

Tenho essa propriedade, está visto. Pelo menos segundo análise de pessoa entendida no assunto, talvez também por ela, a pessoa em questão, o ser e nunca ter ouvido semelhante dislate de ninguém, tendo beneficiado da complacência de quem o rodeia. Afirma-o peremptoriamente. Jura a pés juntos. Provavelmente fui comparado ao Potássio. Talvez pelo soar parecido com o meu nome….ou então com o elemento absorvente da multiplicação, o zero. Mas não me parece que fosse descer tão baixo assim…penso.

Fico com a sensação, porém, que o absorvente com o qual fui rotulado tem a haver com um brasileirismo da nossa língua (tão em voga com a porcaria do Acordo Ortográfico que passou a considerar o Português do Brasil como língua oficial em vez do Português de Portugal): o absorvente higiénico. De facto, tem razão. Ao que parece não passo de um absorvente. Cada vez mais cheio. E descartável.

Quarta-feira, 15 Junho, 2011 at 08:37 Deixe o seu comentário

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