Despertar

Despertei deste sono profundo, letárgico
Desta dormência mental que me agrilhoou
Prendeu e aprisionou
Por tempos infinitos
Um inicio feliz e realizado
Embora aquém do desejado
O pesadelo assume-se e toma proporções impensáveis
Insuportável tirania consentida
Injusta, infame
Ingrata que tiraniza e despreza.
Tombando ao inferno da consciência sem saber
O porque de ali estar
Buscando respostas que ninguém quer dar
Do vazio surge uma aura alva e casta, que ilumina e envolve
Pacifica e cura, protege e guia,
Remissória de desvirtudes.

Acordo para a alvorada
A crueza permanece
Ao largo, a quimera voa alto
Observando, quem sabe esperando
A melhor altura para aterrar.
E digo: que aterre.

Sábado, 17 Setembro, 2011 at 08:53 Publicar um comentário

Sonho

Deitados num singelo leito
Descansam a quimera e o sonhador
Lado a lado
Encaixando harmoniosos
Corpo com corpo

O sonhador envolve a quimera com seus longos braços
Guardando-a para si perto da sua alma
A quimera, envolta em apertada trama,
Aperta ainda mais, não querendo dali sair,
Prolongando
Alongando
Dilatando
Eternizando aquele gesto.

Unos na diversidade, pares no sofrimento
Longos minutos se passam
Um longo enternecimento os envolve
Num acto puro e limpo de pecado
Sombras negras ao largo ficam impedidas de se chegar.

Mesmo sendo uma quimera,
O sonhador deleita-se.
É preferível ao vazio que tornou
Insuportável o silêncio que o rodeia.

Quinta-feira, 15 Setembro, 2011 at 00:22 Publicar um comentário

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