O Zebording

•Sábado, 7 Novembro, 2009 • Deixe um comentário

Bem, já vou tarde para comentar mas…o Paulo Bento demitiu-se do Zebording, quer dizer, do Sporting . A lagartaje já andava doida, acenava lenços, guardanapos, lençóis, mantas, mantinhas, mantorras (espera, Mantorras não, pá!) e outros atoalhados para que a Direcção do Sporting, nas mãos de Leslie Nielsen Bettencourt, demitisse o treinador. Na conferencia de imprensa que anunciou a demissão de Bento, Bettencourt disse que seria incapaz de demiti-lo e que Bento saia pelo seu próprio pé. Acredito que sim. Bettencourt, assim como qualquer outro gestor, seria incapaz de demitir uma pessoa que foi sempre correcta, e a menos culpada de as coisas correrem bem. Não se fazem omeletes sem ovos e Bento fazia milagres com orçamentos muito mais curtos que os dos rivais, obtendo bons resultados. Não atingiu o titulo de campeão, mas ficou em 2º varias vezes, ganhou 2 Taças de Portugal e 2 Supertaças. Foi à Liga dos Campeões, como pedido pela Direcção, apesar de ter servido de “sparring partner” em alguns casos, sendo humilhado por vezes… (Bayern Munique: 12-0 no total dos 2 jogos)

E depois da era do risco ao meio, da Tranquilidade, das conferências de imprensa “rasgadinhas” a atirar sobre tudo o que prejudicava as suas cores, a fazer o trabalho que competia a Pedro Croissants Barbosa…quem quer pegar num clube que não dá condições e exige o Olimpo? Além do mais, quem tem coragem de chegar a Alvalade e fazer uma limpeza de balneário ou caso não o consiga, que tenha a mesma coragem que Bento teve, para não exigir condições melhores?

Sucessores? Bem…poderia avançar com muitos nomes, mas apenas posso dizer que, para o Zebording, é preciso uma mudança de…quadros dirigentes! Sá Pinto é um bom nome para integrar… Assim como há decerto leões com nome e carisma para levar o clube adiante. Mantenha-se como Presidente, Leslie Nielsen Bettencourt…mas ouça quem sente o leão como você parece sentir.

Jesus All Star

•Segunda-feira, 2 Novembro, 2009 • Deixe um comentário

Enfim…como ando numa maré de pouquissima inspiração, decidi colocar neste meu humilde blogue uma (pseudo)entrevista com Jorge Jesus, treinador do Benfica. Foi-me enviada por um amigo meu,via e-mail. Agradecia que quem reconhecesse esta peça ou me identificasse o blogue de onde foi extraida, me avise para que possa colocar aqui o/a (s)  autor/a(s) de tão brilhante pedaço de prosa. (ndr: esta peça foi escrita antes do jogo com o Sp. Braga)

Fomos falar com Jesus – o do Benfica, porque quem tem o exclusivo do Cristo para Portugal é a Alexandra Solnado – sobre o bom início de época que a equipa encarnada está a fazer e sobre outras coisinhas mais. Ora vamos lá a ver:

- Herman: Bom dia, Jesus. Considera-se o Salvador deste Benfica?

- Jorge Jesus: Mau. . . se é para vocês me começarem-me a fazer esses torcicolos com o meu nome, é melhor a gente parar com isto aqui!

- H: Pronto. . . tudo bem, seja feita a Vossa vontade, o Senhor manda. Jesus, apesar de todas as críticas feitas aquando da sua contratação, de que não era o homem indicado para treinar o Benfica, pela sua forma de estar e de falar, pelos constantes erros de português que dá. . . mas tem conseguido calar esses detractores graças às grandes exibições do Benfica. Como se sente em relação a isso?

- JJ: A esses tractores, que me acusam de dar caneladas no português, só lhes digo uma coisa: eles que se experimentem andar com palavras caras para o Binya e para o Jorge Ribeiro a ver se eles percebem alguma coisa. Nem eu consegui explicar ao Binya que era para acertar na bola e não no jogador e era um "shôtor" da bola que o ia fazer, querem ver? Porque é que acha que eu os dispensei? Agora andam a ter explicações de português e só quando estiverem melhor é que se juntam à equipa.

- H: Acredita que vai conseguir manter a equipa a este ritmo? Ou esta fase não passa de um estado de graça?

- JJ: Vamos lá a ver: a gente não anda aqui para ter graça, a gente não somos os Gato Friorento nem os Extemporâneos, a gente trabalha de forma séria e medicada e só assim é que a gente consegue estes resultados.

- H: Acredita que iremos ver mais jogos como frente ao Vitória de Setúbal?

- JJ: Ó amigo, também não exageremos, eu sou Jesus mas não tenho esses poderes todos. Nem é pelos 8-1, é mais pelo Nuno Gomes ter marcado um golo. Isso foi uma situação paranormal, fora do comuna.

- H: Com esta onda de bons resultados é natural que o ambiente no balneário seja de alegria e euforia. Não teme que os jogadores incorram em excessos de confiança?

- JJ: O nosso balneário é impermeável e essas coisas todas ficam lá fora. As únicas coisas em excesso que cá temos é as coisas para o cabelo do Nuno Gomes e o livro "Marcar penalties para Totós" que eu ofereci ao Cardozo. E o Balboa, que também está em excesso mas a direcção já anda a tratar disso. . .

- H: Relativamente ao caso Balboa, acha que o Benfica está a proceder bem junto do jogador, ao obrigá-lo a treinar à parte do plantel?

- JJ: Isso são assuntos que são do forno interno do clube e que se têm que se resolver-se lá dentro, pelo que não lhe posso enfornecer mais coisas sobre isso por agora.

- H: Jorge Jesus, qual é que vai ser o seu próximo milagre? Pôr um ceguinho a ver?

- JJ: Lá estão vocês a me fazerem-me torcicolos com o meu nome! Eu sou Jesus mas não sou o Cristo, que foi incrustado na cruz. Mas se quer saber se vou meter o Luís Filipe a conseguir fazer um passe ou mesmo um encruzamento acertados, garanto-lhe que os meus poderes não chegam a tanto. . .

- H: Mas não me diga que não usou o truque de separar as águas com a defesa do Belenenses no golo do Saviola, hein, seu maroto? Vá, confesse lá. Só aqui entre nós, que ninguém nos ouve.

- JJ: Isso são tudo boates que correm por aí e eu não confino nem demito…